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 QUANDO MORRE UM POETA...   O mar se cala para que todos possam Ouvir o silêncio de sua consternação profunda; O vento pára de soprar para que a natureza Sinta a perda de um réu em comarca imunda; O sol reina mais forte para que a pátria beba Uma lágrima que cai e um jazigo que afunda;   O dia se torna mais breve para ceder lugar A uma longa noite de intenso desabrigo; A aurora fica até mais tarde para reverenciar Seu admirador mais assíduo e amigo; Os pássaros cantam hinos de remissão Ao seu lúdico intérprete por apelido;   As nuvens reproduzem seus versos no horizonte Em luto a seu mais digno e eminente morador; A chuva molha o chão para exalar a fragrância Da fantasia humana na voz de um trovador; As árvores deixam cair folhas secas para ornar Uma vida imperecível, vivida com insigne ardor;   As pessoas imitam a natureza para não deixarem Transluzir suas carências de concepção Com aquele que traduziu vidas ao avesso E transpôs intimidades sem agressão; Os si...